Lusitano Ferreira
Investimento · Barra Olímpica

ON RESORT Cidade Jardim: rentabilidade estimada por temporada

A Charlie — administradora que já toca a locação por temporada do In The Park, no mesmo terreno — elaborou um estudo de viabilidade oficial para o ON RESORT Cidade Jardim. Trazemos aqui os números completos, tipologia por tipologia.

Vista aérea das piscinas do ON RESORT Cidade Jardim
Ilustração artística da vista aérea das piscinas, book oficial de treinamento RJZ Cyrela.

O ON RESORT Cidade Jardim já saiu na frente de boa parte dos pré-lançamentos da Barra Olímpica: tem Memorial de Incorporação registrado, preços médios divulgados por tipologia e, agora, um estudo de viabilidade de locação por temporada encomendado pela própria equipe responsável pela operação — a Charlie, a mesma administradora que já toca o short stay do In The Park, vizinho de terreno. É um retrato oficial de quanto cada tipologia pode render, não uma estimativa de corretor.

Como a Charlie calculou a diária

O estudo cruza duas bases de dados independentes. De um lado, mapeou o tarifário de 20 hotéis da região — Hilton Barra, Novotel Parque Olímpico, Residence Inn by Marriott, DOM Barra Hotel, Venit Barra e Venit Mio, entre outros — chegando a uma diária média hoteleira de referência de R$ 886. De outro, usou dados do AirDNA para apartamentos compactos (studio e 1 dormitório) na região, que vêm sustentando crescimento de diária e ocupação desde 2023: a diária média de unidades Upscale saltou de R$ 455 (2024) para R$ 678 (2026), com ocupação oscilando entre 53% e 59% no período.

Cruzando os dois mercados, a Charlie chegou a uma diária base conservadora de R$ 415 para o Studio em regime de short stay — abaixo da média hoteleira e também abaixo do patamar atual do mercado residencial de curta temporada na região, funcionando como piso do estudo.

O modelo de remuneração: zero taxa fixa

A Charlie não cobra mensalidade do proprietário. A remuneração é uma comissão sobre a receita gerada: 18% da receita bruta na locação por temporada (short stay) e 15% na locação longa (long stay). Isso inclui preparação da unidade, gestão de manutenção, atendimento 24h, precificação dinâmica, distribuição nos canais de reserva e marketing — e custo de limpeza zero para o dono do imóvel. Se o apartamento não gera receita, a Charlie também não ganha nada.

Quanto cada tipologia pode render

No cenário base — mix de 80% a 90% de short stay com 10% a 20% de long stay complementar, ocupação de 70% a 75% — a receita líquida mensal projetada, já descontando a comissão da Charlie, condomínio, IPTU, internet, manutenção, comissão dos sites de reserva, utilidades e despesas bancárias, é a seguinte:

TipologiaDiária baseReceita líquida/mês
Studio · 32,56 m² (Ed. Polinésia)R$ 415R$ 4.824
Studio/1Q · 39,06 m² (Ed. Caribe)R$ 460R$ 5.264
2Q · 59,43 m² (Ed. Fiji)R$ 580R$ 6.295
Garden Studio · 52 m²R$ 460R$ 5.316
Garden 1Q · 53 m²R$ 490R$ 5.695
Garden 2Q · 88 m²R$ 650R$ 7.500

Cruzando a receita líquida anualizada com o preço médio de lançamento divulgado para cada tipologia, chegamos ao seguinte yield líquido estimado:

TipologiaPreço médioYield líquido/ano*
Studio · 32,56 m²R$ 399.510~14,5%
Studio/1Q · 39,06 m²R$ 479.266~13,2%
2Q · 59,43 m²R$ 729.206~10,4%

*Garden Studio, Garden 1Q e Garden 2Q ficaram de fora desta segunda tabela porque a incorporadora ainda não divulgou o preço médio de venda dessas unidades.

Leitura do estudo

O yield líquido estimado cai conforme a unidade cresce — de ~14,5% no Studio a ~10,4% no 2Q — porque os custos fixos (condomínio, IPTU, internet) pesam proporcionalmente menos na conta de uma unidade cara e grande, mas a receita por m² de locação por temporada também cresce menos que o preço de venda por m². Studios compactos tendem a ser o perfil mais eficiente para quem pensa no imóvel como ativo de renda.

Este é um estudo elaborado pela Charlie, a administradora de locação por temporada contratada para o empreendimento — não é garantia de rentabilidade nem documento da RJZ Cyrela. É uma projeção com metodologia declarada (tarifário hoteleiro local + dados AirDNA da região), sujeita a variação de mercado.

Vale registrar a premissa por trás dos números: o estudo assume um mix predominante de locação por temporada (80% a 90% da receita, a depender da tipologia) com uma fatia de locação longa complementar — e não 100% hotel ou 100% Airbnb. Isso tende a suavizar a sazonalidade típica do short stay carioca, mas também significa que o resultado real depende de boa gestão de ocupação ao longo do ano, não só da diária praticada em alta temporada.

Outros lançamentos com potencial de locação por temporada

A tese de renda por temporada não é exclusiva do ON RESORT — outros lançamentos RJZ Cyrela e parceiros na carteira também miram esse perfil de investidor, com selo Airbnb Friendly:

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Os dados de tarifário hoteleiro, AirDNA e as projeções de receita e yield deste texto vêm do estudo de viabilidade elaborado pela Charlie, administradora de locação por temporada contratada para o ON RESORT Cidade Jardim, e não constituem documento oficial da RJZ Cyrela, garantia de rentabilidade, desempenho ou ocupação. Valores de diária, ocupação e custos operacionais estão sujeitos a variação pelas condições de mercado vigentes em cada período; a locação por temporada é de responsabilidade exclusiva do proprietário.

Fontes: Estudo de Viabilidade ON RESORT Cidade Jardim (Charlie, 2026); Pesquisa Charlie de tarifário hoteleiro (jul/2026); AirDNA — Studio+1D, Barra Olímpica (jul/2026). Preços médios de lançamento conforme divulgados em evento oficial RJZ Cyrela (set/2026).