Lusitano Ferreira
Mercado · ON RESORT

Turismo recorde no Brasil: o que muda para o short stay no ON RESORT

Recorde de estrangeiros, OCDE, FecomercioSP: reunimos os dados das reportagens recentes e separamos o que pesa na decisão de quem pensa em renda por temporada na Barra Olímpica.

Vista aérea das piscinas do ON RESORT Cidade Jardim
Ilustração artística da vista aérea das piscinas, book oficial de treinamento RJZ Cyrela.

Os números do turismo brasileiro viraram assunto de mercado em 2026. O país fechou 2025 com quase 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, o maior volume da série histórica iniciada em 1970, e o ritmo seguiu forte neste ano. Para quem avalia um studio na Barra Olímpica pensando em renda por temporada, como no ON RESORT Cidade Jardim, vale separar o que os dados dizem do que eles não dizem.

9,3 mi
turistas estrangeiros em 2025, alta de 37,1% sobre 2024 (Ministério do Turismo)
3,74 mi
estrangeiros no 1º trimestre de 2026, o maior para o período (Embratur)
~R$ 300 bi
faturamento projetado do turismo em 2026, +4% (FecomercioSP)

O que os números mostram

Segundo o relatório Tendências e Políticas do Turismo 2026, da OCDE, o Brasil foi o quarto país que mais ampliou o turismo internacional entre 2019 e 2025: o fluxo passou de 6,3 milhões para 9,3 milhões de visitantes, alta de 46%. No primeiro semestre de 2026, a Embratur contabilizou 5,2 milhões de turistas internacionais, que gastaram US$ 5,6 bilhões no país, 12% a mais que no mesmo período de 2025.

Em 2025, os estrangeiros desembolsaram US$ 7,86 bilhões em viagens ao Brasil, o maior valor da série do Banco Central, iniciada em 1994. E o setor como um todo caminha para um patamar inédito: a FecomercioSP, com dados do IBGE, estima que o faturamento do turismo se aproxime de R$ 300 bilhões em 2026.

O Rio no centro do movimento

No primeiro trimestre de 2026, o Rio de Janeiro foi a porta de entrada que mais recebeu estrangeiros: 884.535 chegadas, à frente de São Paulo (866.751). Na leitura da FecomercioSP, o faturamento do turismo fluminense cresceu 5,5% em julho sobre julho de 2025 e 6,9% no acumulado do ano, acima da média nacional da mesma tabela (2,4% e 2,5%).

O contrapeso honesto

Os números nacionais não são a ocupação da Barra Olímpica. Parte importante do recorde vem dos argentinos, que responderam por 36% do fluxo de 2025 (quase 3,4 milhões de visitantes), e analistas ouvidos pelo g1/BBC alertam para essa concentração: se o poder de compra do peso cair, o efeito aparece. Além disso, os meios de hospedagem faturaram 1,4% a menos em julho de 2026 do que um ano antes, no país.

Onde o ON RESORT entra nessa conta

O ON RESORT é um empreendimento de 1.306 unidades, em três blocos, na Cidade Jardim, com condomínio que autoriza locação por temporada e selo Airbnb Friendly. A administradora Charlie, já contratada para o In The Park, vizinho de terreno, fez um estudo de viabilidade cruzando o tarifário de 20 hotéis da região (diária média hoteleira de R$ 886) com dados do AirDNA. A conclusão dela foi partir de uma diária base de R$ 415 para o Studio, abaixo do hotel, o que resultou, no cenário base, em yield líquido estimado de cerca de 14,5% ao ano no Studio, 13,2% no Studio/1Q e 10,4% no 2 quartos, sobre os preços médios de lançamento.

Esse estudo já considerava o aumento de oferta de compactos na região e, ainda assim, observou ocupação alta e diária média crescente. O recorde de turismo ajuda a sustentar essa leitura, mas não a garante: há um volume grande de unidades compactas nascendo no mesmo bairro (o próprio In The Park soma mais de mil), e a demanda por temporada depende de gestão, preço e ocupação ao longo do ano, não de uma manchete.

Para o investidor, a pergunta útil não é "o turismo está batendo recorde?", e sim "quanto sobra no bolso depois de condomínio, IPTU, comissões e administração, se a ocupação for menor do que a do cenário base?". A matriz de sensibilidade do estudo (diária e ocupação) responde isso unidade por unidade.

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Atendimento direto com Lusitano Ferreira, consultor RJZ Cyrela, com a tabela e o estudo completo.

As projeções de receita e yield citadas vêm do estudo de viabilidade elaborado pela Charlie e não constituem garantia de rentabilidade, desempenho ou ocupação. Dados de turismo são nacionais ou estaduais e não representam, por si, a ocupação de um empreendimento específico. A locação por temporada é de responsabilidade exclusiva do proprietário.

Fontes: Ministério do Turismo e Embratur (dados de 2025 e do 1º trimestre/1º semestre de 2026); Banco Central (gastos de estrangeiros em 2025); OCDE, relatório Tendências e Políticas do Turismo 2026, via Agência Brasil; FecomercioSP com dados do IBGE, via g1 (09/10/2026); g1/BBC News Brasil (30/01/2026); Brazil Economy (abr/2026).