Os números do turismo brasileiro viraram assunto de mercado em 2026. O país fechou 2025 com quase 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, o maior volume da série histórica iniciada em 1970, e o ritmo seguiu forte neste ano. Para quem avalia um studio na Barra Olímpica pensando em renda por temporada, como no ON RESORT Cidade Jardim, vale separar o que os dados dizem do que eles não dizem.
O que os números mostram
Segundo o relatório Tendências e Políticas do Turismo 2026, da OCDE, o Brasil foi o quarto país que mais ampliou o turismo internacional entre 2019 e 2025: o fluxo passou de 6,3 milhões para 9,3 milhões de visitantes, alta de 46%. No primeiro semestre de 2026, a Embratur contabilizou 5,2 milhões de turistas internacionais, que gastaram US$ 5,6 bilhões no país, 12% a mais que no mesmo período de 2025.
Em 2025, os estrangeiros desembolsaram US$ 7,86 bilhões em viagens ao Brasil, o maior valor da série do Banco Central, iniciada em 1994. E o setor como um todo caminha para um patamar inédito: a FecomercioSP, com dados do IBGE, estima que o faturamento do turismo se aproxime de R$ 300 bilhões em 2026.
O Rio no centro do movimento
No primeiro trimestre de 2026, o Rio de Janeiro foi a porta de entrada que mais recebeu estrangeiros: 884.535 chegadas, à frente de São Paulo (866.751). Na leitura da FecomercioSP, o faturamento do turismo fluminense cresceu 5,5% em julho sobre julho de 2025 e 6,9% no acumulado do ano, acima da média nacional da mesma tabela (2,4% e 2,5%).
Os números nacionais não são a ocupação da Barra Olímpica. Parte importante do recorde vem dos argentinos, que responderam por 36% do fluxo de 2025 (quase 3,4 milhões de visitantes), e analistas ouvidos pelo g1/BBC alertam para essa concentração: se o poder de compra do peso cair, o efeito aparece. Além disso, os meios de hospedagem faturaram 1,4% a menos em julho de 2026 do que um ano antes, no país.
Onde o ON RESORT entra nessa conta
O ON RESORT é um empreendimento de 1.306 unidades, em três blocos, na Cidade Jardim, com condomínio que autoriza locação por temporada e selo Airbnb Friendly. A administradora Charlie, já contratada para o In The Park, vizinho de terreno, fez um estudo de viabilidade cruzando o tarifário de 20 hotéis da região (diária média hoteleira de R$ 886) com dados do AirDNA. A conclusão dela foi partir de uma diária base de R$ 415 para o Studio, abaixo do hotel, o que resultou, no cenário base, em yield líquido estimado de cerca de 14,5% ao ano no Studio, 13,2% no Studio/1Q e 10,4% no 2 quartos, sobre os preços médios de lançamento.
Esse estudo já considerava o aumento de oferta de compactos na região e, ainda assim, observou ocupação alta e diária média crescente. O recorde de turismo ajuda a sustentar essa leitura, mas não a garante: há um volume grande de unidades compactas nascendo no mesmo bairro (o próprio In The Park soma mais de mil), e a demanda por temporada depende de gestão, preço e ocupação ao longo do ano, não de uma manchete.
Para o investidor, a pergunta útil não é "o turismo está batendo recorde?", e sim "quanto sobra no bolso depois de condomínio, IPTU, comissões e administração, se a ocupação for menor do que a do cenário base?". A matriz de sensibilidade do estudo (diária e ocupação) responde isso unidade por unidade.
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As projeções de receita e yield citadas vêm do estudo de viabilidade elaborado pela Charlie e não constituem garantia de rentabilidade, desempenho ou ocupação. Dados de turismo são nacionais ou estaduais e não representam, por si, a ocupação de um empreendimento específico. A locação por temporada é de responsabilidade exclusiva do proprietário.
Fontes: Ministério do Turismo e Embratur (dados de 2025 e do 1º trimestre/1º semestre de 2026); Banco Central (gastos de estrangeiros em 2025); OCDE, relatório Tendências e Políticas do Turismo 2026, via Agência Brasil; FecomercioSP com dados do IBGE, via g1 (09/10/2026); g1/BBC News Brasil (30/01/2026); Brazil Economy (abr/2026).